Informação sobre cólica, causas, sintomas e tratamento da cólica, identificando o diagnóstico da cólica menstrual, intestinal, renal e as cólicas em bebés, identificando formas de promover a sua prevenção ou de diminuir a sua ocorrência e intensidade.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Prevenção da cólica menstrual, ou alivio da dor

As formas de poder prevenir a cólica menstrual ou aliviar a dor são:
  • Usar compressa de água quente no local;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Repousar;
  • Usar medicamentos anti-inflamatórios e antiespasmódicos;
  • Evitar a ingestão de álcool, gordura, açúcar e cafeína durante o período.

Tratamento da Cólica Menstrual

A consulta a um médico ginecologista é imprescindível para estabelecer a causa da dor e o tratamento adequado para cada paciente. Se a paciente desejar, o tratamento pode ser através do uso de anticoncepcional oral, cuja eficácia é de até 90%. Os anti-inflamatórios não esteroides também são utilizados para redução da dor. Eles bloqueiam a produção de prostaglandinas que são responsáveis por aumentar o efeito produtor da dor. É muito importante que eles sejam tomados logo ao primeiro sinal de menstruação ou dor, o que vier primeiro. São eles: ácido mefenâmico, cetoprofeno, ibuprofeno, nimesulida, diclofenaco. Medicamentos antiespasmódicos, como o butilbrometo de escopolamina, também podem ser 
usados para diminuir as contrações do útero e, assim, diminuir a dor.
A utilização de anti-inflamatórios não esteroides não deve ser feita em pacientes com sensibilidade às drogas, com passado de úlcera péptica ou de sangramento gastrintestinal.

Cólica Menstrual

Cólica Menstrual ou Dismenorreia é definida como dor pélvica associada à menstruação, constituindo uma das queixas ginecológicas mais frequentes. Sua incidência é de até 72% em mulheres com idade de 19 anos.
A dismenorreia pode ser classificada em primária ou secundária.
A dismenorreia primária ocorre na ausência de doenças pélvicas, enquanto a secundária é consequência de uma doença pélvica associada, como endometriose, mioma ou doença inflamatória pélvica.
A dismenorreia primária geralmente se inicia entre o segundo ou terceiro ano após a primeira menstruação, coincidindo com o início dos ciclos ovulatórios. Com a queda dos níveis de progesterona ao final dos ciclos, existe uma maior produção de prostaglandinas diretamente relacionadas à gênese da dismenorreia.
Sua duração costuma ser inferior a 48 horas e, ocasionalmente, pode estender-se além de 72 horas.
A dor é de natureza espasmódica ou em cólica, acompanhando o início do fluxo menstrual ou precedendo-o em algumas horas. Podem existir outros sintomas associados, como: dor nas costas, náusea, vômito, diarreia, cefaleia e fadiga.